Valores invertidos. Sentimentos de culpa
Sinceros arrependimentos pesarosos
Mostro desgosto em meio a vida
Em meio a decepção dos sinceros objetivos
Mostro a máscara de argila que cobre minha face
Que suja o meu corpo, minha alma
Transforma em cimento, estático a realidade
Ludibriando o pensamento inerente do ser
Idéias pérfidas.Noites em claro
Mente a minha natureza e solidao
Sigo por caminhos excruciantes
Preservo-me da alegria virtual
Tergiverso da felicidade.
domingo, 12 de agosto de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Saudades do que não existiu
Abro a porta e a vejo como um anjo vagando pelo meu mundo. Sempre que miro aquele olhar me perco na imensidao daqueles olhos castanhos. Olhos que despertam em mim a vontade de viver. Olhos que refletem toda a minha alegria. Beijo-a como se fosse a primeira vez, e entramos no carro.
Rimos como a primeira risada. Brincamos como a primeira brincadeira. E o principal: amamos como da primeira vez. Na verdade desconfio que nosso amor cresce com o tempo. Mas como cresce se ja era infinito da primeira vez que a vi? Saímos do carro naquela noite fria de outono e entramos no restaurante que costumamos ir, onde o som do mar sauda nossos ouvidos, misturado com o solo do violonista sempre pronto a embalar a noite dos apaixonados. E, sim, éramos apaixonados. Naquele momento, com toda aquela gente, éramos apenas eu e ela. Nada existia. O garçom, que já nos tem como eventuais freqüentadores do local, nos traz aquela minúscula taça de vinho do Porto, que sempre nos intrigava pelo seu tamanho e sua imponência. Acompanhando, um belo fondue com uma mistura de queijos que sempre a agradava. A noite estava perfeita para nós dois.
De repente ouço o ronronar de meu gato em meus ouvidos. Encontro-me com uma garrafa de vinho barato, vazia, nas mãos. Pego-me entao na solidão, em companhia apenas da minha lembrança, de certa forma atordoada pelo álcool que percorre meu sangue. E enfim, tudo se desfaz no frio do meu quarto.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Ir

Agir no pensamento não traz solução
Ter o ar pra mudar pode nos fazer chorar
Não saber mudar é o ponto da questão
Viver sem solução? Viver em vão.
Voltar atrás será o ponto da questão?
Ou seguir assim, sem se mover, sem direção?
Trocar destinos, mudar caminhos, viver em paz.
Viver feliz. Ser feliz. Amar mais uma vez.
Dois personagens se confundem nessa questão
Um de passado, que o futuro se faz sem chão.
Um de presente, que seu passado se mostra real.
O seu presente que já esqueceu há tempos.
Só existe uma solução...
Viver do futuro, que não faz sofrer.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Contradições

Ser flor, ser leviano.
Ser espinho, dilacerar.
Ser forte, se impor.
Ser fraco, se entregar.
Se for rosa, ser julgado.
Se for cacto, ser julgado.
Se for eu mesmo, ser julgado.
Se calar.
Se amar, sofrer.
Se fizer sofrer, ser espinho.
Se for espinho, dilacerar.
Se for leviano, sofrer.
Ser flor dilacerada.
Ser espinho leviano.
Sofrer por ser julgado.
Sofrer calado.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Trajetórias

Saber deixar levar é saber levar
Não saber levar é não saber amar
Não fazer sentir é se trancar
Me perder em ti é viajar
Viajar em ti é ilusão
Me iludir em ti é viver em vão
Viver sem me notar é ser você
Ser você sem ter a mim é te perder.
Te perder em mim é me encontrar
Me encontrar em ti em algum lugar
Um lugar que eu possa ser você.
E mudar seu jeito de me ver.
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